Pais ocupem espaços. Locais sejam baby friendly por inteiro.


Postado por: Luísa Alves - 27. jan 2016

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Ter bebê em casa e possuir vida social não é tarefa fácil. Foi por isso que o Guia Fora da Casinha surgiu, pra levantar a bandeira da vida social pós maternidade/paternidade. Acreditar sim que isso é possível e não só isso, vemos efervescer a essa ideia na cidade. Muitos grupos de mães ativas com programações próprias, festas, encontros e locais prontos para receber as famílias tanto num fim de semana quanto numa segunda-feira solitária. Pensando nesses espaços e eventos e em outros tantos que se dizem baby friendly ou mesmo aptos para receber toda a família, a gente faz um apelo, seja um estabelecimento baby friendly de fato.

É muito legal você oferecer uma programação vasta de musicalização ou teatro para bebês, por exemplo, mas se você não possui nem um trocador no seu banheiro, não vai ser uma experiência divertida nem para os bebês nem para as famílias. Se não possui um caixa ou uma fila preferencial, o que é lei, seu local ou evento não é amigo dos bebês nem de quem os carrega. Um choro cansado de quem está entediado no colo, braços e pernas cansados de quem carrega ou mesmo a fome do peito são só um dos tantos motivos que fazem com que isso tenha se tornado lei e você precisa cumprir. Já fomos a locais em que pessoas sem filhos vieram tirar satisfação – em alto em bom som – do por quê passamos na frente de uma grande fila no sol de 36°C do Largo do Batata ou no Espaço das Américas.

Infelizmente, ainda é preciso que haja fiscalização para que a lei se cumpra e não há outra forma de fazer isso se não seja funcionários orientando sobre atendimento preferencial. Clientes não devem ser expostos à falta de educação alheia, quem está disposto a receber famílias precisa cumprir no mínimo essa lei. E que não seja como em outra experiência na qual em um grupo de mães fomos orientadas a virmos em um horário de menor movimento para não atrapalharmos o atendimento dos dias “normais”. É terrível se sentir um estorvo, mas foi isso que ficou claro. Pensando sobre o cotidiano de nossos pais, quando éramos bebês, com certeza a vida social não passava de encontros de família e visitas a outras casas também com bebê. Será que hoje precisa ser assim?

Claro que o que vemos a coisa está bem diferente e pais, mães e filhos agradecem, mas, como até Ashton Kutcher já defendeu, precisamos evoluir ainda mais. Fraldário para pais sim, por que não? Nós como pais e mães reivindicando direitos ou adequações e os locais colocando-se no lugar das famílias com bebês. Uma feira gastronômica que recebe as famílias deve sim orientar seus expositores sobre o tratamento preferencial e ninguém deve ser constrangido por exercer seu direito.

Fazendo nossa parte por aqui!

No Guia, a gente quer inclusive recomendar esses locais realmente baby friendly e já destacamos, por exemplo, o SESC Bom Retiro como um local apto para receber os pequeninos num modelo exemplar de preocupação com cada detalhe, inclusive a servir de exemplo para as outras sedes. Em nossos posts de eventos e mesmo nos locais, você pode contar sobre suas experiências positivas ou negativas sobre os estabelecimentos que visita. Isso ajuda também a melhorar o atendimento dos locais. Esperamos que esse manifesto seja um tijolinho na construção de uma vida social plena, dentro do possível, claro, para que famílias sejam mais felizes e saim mais de suas casinhas.


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Sobre Luísa Alves

Gaúcha que ama São Paulo e mora a cerca de 4 anos na capital. É mãe da Aurora e trabalha, além da maternidade, com mídias sociais.