Desconectar-se para se conectar com eles


Postado por: Luísa Alves - 8. jun 2016

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Tablets, smartphones, computadores de última geração, televisões digitais e até paineis de carros. É difícil fugir dessa realidade tão presente em nosso cotidiano. Para onde quer que se olhe, lá está ela: a tecnologia. Ela que aproxima muitas pessoas e derruba algumas fronteiras territoriais, mas é inegável que também fecha a gente numa bolha sem que haja interesse em observar o mundo à volta. A tecnologia deixou de ser exclusividade dos jovens para fazer parte da vida dos pais dessa geração hiperconectada.

Será que precisa?
Chegando em casa, depois do trabalho, ele sai da gente, mas não se livra dele. Os assuntos continuam a pipocar no celular. O grupo de whazzap da família, dos amigos. E mesmo estando com os filhos, a gente para um “segundinho” pra verificar os feeds de notícias do Face ou mesmo pra fotografar e filmar suas peripécias para compartilhar com a família. Sem falar na presença precoce das telas na vida das crianças e o quanto nossos atos refletem suas reproduções, né?

Imagine, por exemplo, que em uma pesquisa realizada com 1.521 crianças de 6 a 12 anos pela Highlights, uma revista infantil norte-americana, mostrou que 62% das crianças reclamam que os pais estão distraídos demais para ouvi-los. E – veja só – os celulares são os principais responsáveis por isso. Em 28% dos casos, pais e mães estavam tão entretidos com o aparelho que mal prestavam atenção aos filhos. E não é só: juntos, celulares, TV’s, smartphones e tablets foram a causa desse distanciamento entre filhos e pais em 51% dos casos.

Desconecte-se
O nosso convite agora é para se entregar de ver ao momento de estar com eles. Viver por inteiro suas brincadeiras, dúvidas e pedidos. Nunca esquecendo o que a gente ouve de pais e mães com filhos maiores: esse tempo não volta mais. Que tal passar algum tempo sem utilizar o celular? Sem acessar o Facebook? Tente experimentar e provavelmente você vai se surpreender em ver que não foi catastrófico. Momentos de desconexão servem para fazer você pensar. E talvez você descubra coisas incríveis do mundo “analógico”. Descubra parques, livros e resolva ficar mais um pouco sem internet.

É possível que haja famílias hoje que prefiram ficar em frente ao celular ou ao computador em vez de sair para brincar ou curtir algum programa juntos. Nesse caso, é importante estar atendo e repensar o uso da tecnologia aí na sua casa. O papo aqui não é só científico: que o excesso de contato com aparelhos eletrônicos pode causar distúrbios de sono, queda do rendimento escolar, problemas de audição, problemas de visão (como síndrome do olho seco), problemas de postura, dores de cabeça e até deficiência de vitamina D. O papo aqui é mais emocional sobre que tipo de família nós queremos pra nossa vida.

Nunca o contato físico, o olhar, o calor do toque, não são substituídos por uma mensagem de texto ou por apenas corpo presente, sem diálogos. Vamos estar por inteiro para sermos o melhor brinquedo dos nossos filhos. Que o touch screen no abraço fraterno!


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Sobre Luísa Alves

Gaúcha que ama São Paulo e mora a cerca de 4 anos na capital. É mãe da Aurora e trabalha, além da maternidade, com mídias sociais.